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sábado, 29 de setembro de 2007

A páscoa Judaica


Páscoa é uma palavra hebraica que significa passagem. Na cultura judaica foi instituida por Deus e transmitida para o povo por intermédio de Moisés. Consistia em um rito, celebrado por família, através do qual os israelitas eram livres do "flagelo destruidor" que mataria todos os primogênitos do Egito. Além disso celebravam a sua libertação da mão dos egípcios, que os escravizara por cerca de 430 anos. A celebração da páscoa marcava não só o início do calendário hebraico, mas uma série de festas que, mesmo tendo suas características próprias, não perdiam sua ligação com primeira.
No dia dez do mês de Nisã cada família adquiria um cordeiro, que deveria ter três características principais:
*Ser macho;
*Sem defeito;
*De um ano.
Na tarde do décimo quarto dia ele era assado por inteiro, porém não podiam quebrar-lhe nenhum osso e era comido juntamente com os pães sem fermento (ázimos), ervas amargas (folhas de verduras), com um ovo (simbolizando a destruição de Jerusalém) e com o cálice da bênção. A primeira parte do rito consistia na bênção do vinho, que era bebido por todos que estavam na mesa ao passo que as crianças faziam perguntas sobre o porquê daquele momento e o sentido daquele ritual. As respostas ficavam sob a responsabilidade do chefe da família, enquanto isso colocavam os alimentos na mesa. Durante a ceia eram tomadas 4 taças de vinho por pessoa. As pessoas presentes deveriam estar com os rins cingidos ( rodearem a cintura com uma espécie de cinto), com as sandálias nos pés e (alguns) com um cajado na mão.
Ao terminar a refeição as crianças deveriam ir em busca da sobremesa que tinha sido escondida pelo chefe da família no início da celebração. São distribuidos doces entre os presentes e por último é tomada mais uma taça de vinho em homenagem ao profeta Elias. Depois dos ritos cantam-se salmos e melodias de louvor e de ação de graças.
Ainda era característico do rito pascal judaico a aspersão das ombreiras (partes laterais) e da verga (peça transversal da ombreira) da porta com o sangue do cordeiro imolado.
Durante os sete dias da festa era proibida a ingestão de qualquer comida com fermento, por isso um dia antes da festa as mulheres já tratavam logo de limpar a casa tirando tudo que era fermentado.
Um estrangeiro não podia comer desta páscoa, a menos que aceitasse ser circuncidado, pois NENHUM INCIRCUNCISO DEVERIA COMÊ-LA. O escravo poderia comer se também tivesse recebido a circuncisão.
Ao abrimos o Novo Testamento percebemos que esta tradição era muito forte no tempo de Jesus, tanto que seus pais iam todos os anos a Jerusalém para celebrarem esta páscoa (Lc 2, 41-42).

Um comentário:

Aníbal disse...

Depois da primeira páscoa, nas páscoas seguintes de comemoração à saída do povo do cativeiro do Egito, o sangue do cordeiro continuou a ser espergido nas entradas das tendas? E depois nas portas das casas? Pelo que está no blog, percebe-se que sim. Mas até quanto tempo esse sangue ficava lá aspergido? E era todo o sangue que era aspergido? Ou só uma parte e o restante era jogado fora? E hoje, qual a situação desse sangue?
Obrigado.