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terça-feira, 27 de novembro de 2007

Esclarescimentos sobre alguns pontos polemizados da doutrina católica!

Tenho percebido cada vez mais que a grande maioria das pessoas que falam mal da doutrina da Igreja católica, o faz por que não conhece verdadeiramente o que a Igreja ensina e não buscam o aprofundamento da fé católica nas encíclicas, nos documentos eclesiais, no Catecismo da Igreja, na palavra do Sagrado Magistério, etc. O problema está exatamente na falta de uma catequese mais sólida. Nesse sentido o papel da família assume fundamental importância para a educação na fé. Muitas destas pessoas não tiveram uma formação adequada quando criança e/ou na juventude. Por isso a evangelização na família tem sido um dos grandes alvos do olhar da Igreja nos últimos anos.
A fim de esclarecermos alguns pontos importantes que são interpretados de forma errada, explicaremos alguns assuntos, a seguir:

Dogmas

Objeção: “Os dogmas da Igreja Católica, são imposições feitas pela hierarquia a fim de obrigar os fiéis a acreditarem em coisas inventadas pela própria Igreja, sem espaço para questionamentos. Os católicos devem acreditar e pronto”.
Resposta: Em primeiro lugar é importante que se diga que os dogmas se constituem para a Igreja Católica como uma forma de acentuar pontos essenciais da revelação de Deus contidas nas Sagradas escrituras, embasados pela Sagrada Tradição e interpretados pelo Sagrado Magistério. O Catecismo assim nos ensina no parágrafo 88:

“O Magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária.”

Em segundo lugar, toda religião possui uma doutrina e nessa doutrina existem pontos que são essenciais para a compreensão da mesma, de forma que para fazer parte dela é preciso acreditar. Como posso dizer que sou católico se não tenho a mesma fé da Igreja Católica... Por isso os Dogmas da Igreja não são imposições, mas sim verdades necessárias para a compreensão da Revelação divina, que têm como fonte a própria palavra de Deus e que os fiéis aceitam por que acreditam na ação do Espírito Santo presente na hierarquia católica. Jesus mesmo nos disse isso: “Eis que estou convosco todos os dias ate o final dos tempos.” (Mt 28, 20).
Em terceiro lugar, os dogmas não nasceram do nada e nem tão pouco foram invenções da hierarquia da Igreja. Eles emanam de Deus, fazem uma profunda ligação com a bíblia e são proclamados solenemente pela Igreja. Podemos exemplificar falando do dogma da maternidade divina e do seu surgimento. Esse é o dogma mariano mais antigo. Nasceu como uma forma de ir totalmente contra as heresias de Nestório (380-451) (Nestorianismo). Ele era patriarca de Constantinopla. Pregava que Maria era só mãe da humanidade de Jesus. Não era mãe de Jesus no seu aspecto divino. Contra essa heresia se pronunciou o Concílio de Éfeso (431 d.C.), através do qual a Igreja proclamou a unicidade da pessoa divina, significando dizer que Maria foi e é mãe de Jesus como um todo, por tanto é mãe de Deus. Essa idéia de se pensar Maria como “mãe de Deus”, já estava presente entre as primeiras gerações do cristianismo. Na própria bíblia nós encontramos uma referência bastante interessante que Santa Isabel faz: “Donde me vem esta honra de vir até mim a mãe do meu Senhor.” (Lc 1, 43). O Concílio Vaticano II veio fazer alusão a este dogma da seguinte maneira: “Desde os tempos mais remotos, a Bem-Aventurada Virgem é honrada com o título de Mãe de Deus, a cujo amparo os fiéis acodem com suas súplicas em todos os seus perigos e necessidades”. (Constituição Dogmática Lumen Gentium, 66). Podemos perceber que a Igreja é muito prudente ao proclamar dogmas, por tanto não é algo inventado por alguns membros da hierarquia, como muitos pensam e a Igreja oferece vários meios para que os fiéis possam conhecer o motivo da proclamação de cada dogma. Ela nunca revogou dogma nenhum, pois tem convicção deles e por isso mesmo abre espaço para questionamentos, mas estes com o fim de esclarecer sua posição, não de reconstruí-la!


Criacionismo x Evolucionismo

Objeção: “A Igreja Católica defende o criacionismo com base no livro do gênesis quando diz que Deus criou todos os seres e criou Adão e Eva, colocando-os no jardim do Éden (Gn 1, 26-27).
Resposta: Começaremos definindo cada uma das teorias:

O que é o criacionismo?
É a concepção, baseada nos dois primeiros capítulos do gênesis, de que tudo foi criado “prontinho por Deus”. Sem passar por nenhum estágio de evolução.

O que é o evolucionismo?
É uma teoria que concebe o homem como o resultado final de um longo processo de evolução, e os animais também estariam sujeitos a esse processo evolucionista à medida que vão se adaptando ao meio no qual estão inseridos por sucessivas transformações genéticas.

A visão que a Igreja Católica tem sobre o livro do Gênesis vai muito mais além do que o que o próprio texto diz, pois ela centra a sua visão no objetivo dos autores. A primeira parte do livro do gênesis (capítulo 1-11), a qual a objeção se refere, tem o objetivo de mostrar que Deus é quem dá origem a tudo, que o pecado se proliferou por causa do mau uso da liberdade humana e como Deus salva a humanidade após a dura realidade do pecado. Não foi meta dos autores narrarem os fatos tais quais como aconteceram, até por que seria impossível! Os primeiros escritos bíblicos surgiram no tempo do reinado de Salomão, por volta do ano 900 a.C. A diferença entre os fatos e os registros escritos dos mesmos é muito grande!
A Igreja Católica tem consciência de que o livro do gênesis não é um livro de ciência, MAS DE FÉ. Como toda a bíblia. Por tanto não podemos interpretá-la ao pé da letra e quem assim procede faz mau uso dela. Em si tratando da criação a grande certeza que o gênesis nos dá é de que Deus criou tudo e essa certeza NÃO EXCLUI A POSSIBLIDADE DA TEORIA DA EVOLUÇÃO E DO BIG BANG. Por isso não existe nenhum documento da Igreja através do qual ela afirme que o criacionismo, tal qual como é concebido hoje, seja a única e melhor forma de se entender a origem e o desenvolvimento das espécies.
O papa Bento XVI, em julho deste ano, afirmou que o criacionismo pode coexistir com a fé, num encontro que teve com o clero das dioceses de Belluno-Feltre e Treviso (Roma, 2007-07-26 (ACI; MSNBC News). Segundo ele a discussão de que o criacionismo e o evolucionismo se excluem mutuamente é “um absurdo”. Existem muitas provas científicas da veracidade do evolucionismo, porém esta teoria não reponde a pergunta filosófica: “de onde viemos? ”. Por isso não há oposição com criacionismo à medida em que se admita que Deus criou a matéria inicial e ele mesmo deu as leis da sua evolução. Essa matéria primeira pode ter dado origem ao big bang. O papa João Paulo II já havia também afirmado: “A teoria da evolução é mais do que uma hipótese.”


A existência de milagres

Objeção: “Os católicos acreditam que Deus realiza milagres e dessa forma todos buscam uma solução fácil para os seus problemas, sendo que as curas físicas não passam de um processo psicossomático”.
Resposta: Nós Católicos de fato acreditamos em milagres, porém não da forma como muitas vezes ele é visto por alguns.
A palavra “milagre” vem do latim e quer dizer “admirar-se”. São sinais de Deus para nós. Nesse sentido assim se expressa o Catecismo da Igreja Católica:
“Os sinais operados por Jesus testemunham que o pai o enviou. Convidam a crer nele... Não se destinam a satisfazer a curiosidade e os desejos mágicos. APESAR DOS SEUS MILAGRES TÃO EVIDENTES, JESUS É REJEITADO POR ALGUNS, acusam-no até de agir por intermédio dos demônios”.
Jesus Deixa claro no evangelho que, mesmo depois da sua ascensão, ainda aconteceriam vários milagres, por meio da fé:

“Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.” (Mc 16, 17-18)

É inegável que muitas pessoas querem as formas mais fáceis de resolução dos seus problemas, por isso buscam as Igrejas evangélicas, a macumba, o espiritismo, etc. Existem muitos por aí que marcam o lugar, o dia e o horário da realização do milagre. Na visão católica o milagre é concedido por Deus no momento em que ele quer e a quem quer também, ninguém pode determinar ou querer manipulá-lo (Mt 4, 7). Os milagres existem, como sinais da onipotência de Deus, porém não nos cabe prever quando eles acontecerão.
Um outro ponto importante é que a Igreja antes de se posicionar a respeito de um possível milagre ela conta com a palavra da ciência. Podemos citar como exemplo um dos maiores milagres eucarísticos: O MILAGRE DE LANCIANO. Este que aconteceu há mais de 12 séculos, na cidade italiana de Lanciano. Um monge basiliano duvidava da presença real de Jesus na eucaristia. Foi quando, ao celebrar uma missa, depois de ter proferido as palavras da consagração viu a hóstia transformar-se em carne viva e o vinho em sangue vivo. Mesmo tendo sido realizado há muito tempo, este milagre passou pela análise da ciência moderna. Foi no dia 18 de novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais, sob devida autorização, resolveram levar à análises científicas as relíquias. Foram convidados o Dr. Odoardo Linoli Chefe de Serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo e livre docente de Anatomia e Histologia Patológica e de Química e Microscopia Clínica, para, assessorado pelo Prof. Ruggero Bertelli, Prof. emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena, proceder aos exames.
No Dia 4 de Março de 1971 os pesquisadores publicaram os seguintes resultados:

1. Trata-se verdadeiramente de carne humana;
2. O sangue é humano;
3. A carne faz parte do tecido muscular do coração (possui o miocárdio,o endocárdio, o nervo vago, o ventrículo. cardíaco esquerdo)
4. A carne e o sangue pertencem ao mesmo grupo sanguíneo (AB)
5. Além das proteínas “normais” do sangue foram encontrados os seguintes minerais: cloreto, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio. As proteínas observadas no sangue estão fracionadas em percentagem a respeito da situação seroproteínica do sangue vivo normal, por tanto trata-se do sangue de uma pessoa viva.
6. A conservação, depois de 12 séculos, da carne e do sangue é de fato algo extraordinário.

Por último podemos afirmar que realmente quando se coloca algo na mente e dá-se intensidade somos influenciados em alguns casos de forma psicossomática. Porém é preciso que se saiba que a fé transcende toda e qualquer força psicológica do indivíduo. Existem graças que os fiéis pedem para outras pessoas ou que, mesmo sendo para si, não são essencialmente curas físicas, mas cura de um vício, a graça de conseguir um emprego, de ser bem sucedido na vida, etc. Estas graças jamais seriam alcançadas apenas por forças psicológicas. Existem, também, determinadas doenças que por mais que alguém coloque na cabeça que será curado, ela não conseguirá. Por exemplo uma pessoa que está na fase terminal de um câncer ou com o vírus HIV. Porém através da fé, temos exemplos de inúmeras pessoas que foram curadas de doenças muito sérias! Na bíblia a própria ressurreição de Lázaro é uma prova disso. Ele já estava morto, já haviam quatro dias da sua morte, mas voltou a vida. Ora jamais ele poderia colocar na cabeça que iria ressuscitar, pois já tinha falecido. Por tanto a fé é muito mais forte que os nossos processos psicológicos. A Igreja ensina que ela é uma virtude teologal e a resposta positiva do homem em relação à revelação de Deus. Os milagres são apenas sinais da onipotência divina. Não são formas fáceis de resolução dos nossos problemas, mas sim fruto da misericórdia de Deus, que nos ajuda diante dos nossos desafios diários e nos encoraja a agirmos de forma que façamos a nossa parte e confiemos, pois Deus também faz a dele.

Um comentário:

Valéria disse...

É incrível!!! Mas é assim mesmo que acontece. Pessoas que não conhecem a Bíblia e ficam falando besteiras... Sei, porque conheço muitos. Que pena!!! Mas Deus é misericordioso... Sabe exatamente o que faz... Ficou massa! É sério, gostei mesmo... Beijão.