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quinta-feira, 20 de março de 2008

Quem disse que a Igreja Católica não se preocupa com questões socias?

Durante muito tempo diversos membros da hierarquia da Igreja Católica pregaram mensagens que favoreciam aos seus interesses pessoais e que os deixavam alheios às problemáticas sociais de seu tempo, distanciando-se das práticas dos primeiros cristãos, que tinham consciência dos problemas sociais da sua época e que por isso eram chamados a serem “filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa” (cf. Fl 2,15). Porém, principalmente com o advento da industrialização no século XVIII e XIX, que modificou bastante o modo de produção e as relações sociais, prelados católicos passaram a refletir criticamente sobre os problemas sociais que afligiam a sociedade na época, principalmente no tocante às condições da classe trabalhadora. Nesse sentido o papa Leão XIII lançou a encíclica “Rerum Novarum” (expressão que vem do latim e significa: ”das coisas novas”) em 1891 e versa exatamente sobre a situação da classe operária na época e a dignidade humana frente aos avanços tecnológicos. Esta encíclica foi muito importante para o desenvolvimento e a sistematização da Doutrina Social da Igreja (DSI). A partir daí outras encíclicas posteriores a Rerum Novarum continuaram seguindo a mesma linha de reflexão como, por exemplo, a “quadragésimo anno” do papa Pio XI em 1931 e a “populorum progressio” do papa Paulo VI em 1967. Essas coisas novas que foram refletidas pela hierarquia da Igreja ganharam uma repercussão ainda mais forte com o Concílio Vaticano II, iniciado em outubro de 1962 e encerrado em dezembro de 1965. O Concílio Vaticano II favoreceu o surgimento de vários grupos, pastorais e movimentos que aproximam a fé católica das realidades sociais. Aqui no Brasil, por exemplo, foi assumida nacionalmente a Campanha da Fraternidade, a partir de 1962. Esta campanha tem o objetivo de “comunicar ao público geral, a voz profética da Igreja diante de graves questões socais” (manual CF 2000). A Campanha da Fraternidade do ano 2000, por exemplo, refletiu sobre o tema: “Dignidade humana e paz”, à luz dos ensinamentos de Jesus Cristo e da experiência das primeiras comunidades cristãs. A comunidade cristã da qual São Mateus (a quem é atribuído um dos Evangelhos) fazia parte, por exemplo, experenciou as mais diversas situações em que os direitos fundamentais da pessoa humana eram deixados de lado. Dessa forma a comunidade de São Mateus, sob a ótica da mensagem de Cristo, buscou despertar nos primeiros cristãos a valorização da dignidade do homem e da promoção da paz. Da mesma forma a Igreja Católica, de maneira especial a partir do século XIX, busca nas mensagens de Jesus princípios que oferecem uma reflexão crítica sobre as problemáticas sociais contemporâneas, assemelhando-se às práticas dos primeiros cristãos no século I.

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