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sexta-feira, 4 de abril de 2008

A aborgadem do tema: "Dignidade humana e paz" pela Campanha da Fraternidade do ano 2000

Desde 1962 que a Campanha da Fraternidade (CF) vem ajudando a sociedade brasileira a refletir criticamente sobre vários temas importantes e de caráter social que dizem respeito à conscientização das pessoas de forma geral. Dessa forma a campanha da fraternidade é uma das maiores propostas de evangelização da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Assim, no ano 2000, a CF buscou conscientizar as pessoas sobre a importância da promoção da paz e da dignidade humana. Nesse sentido, assim se expressa o manual da campanha de 2000:


“O ano 2000 traz uma carga simbólica muito especial na caminhada do cristianismo. Não é possível celebrar estes dois mil anos de cristianismo sem perguntas graves sobre o que fizemos no passado, sobre o que somos e fazemos no presente e sobre os projetos que temos para o futuro como respostas ao Evangelho, que anunciamos e devemos ser os primeiros a testemunhar.” (Manual CF: 2000. Pág. 20).

A CNBB deixou, no manual, o objetivo geral desta campanha bastante claro: “Unir as Igrejas Cristãs no testemunho comum da promoção de uma vida digna para todos, na denúncia das ameaças à dignidade humana e no anúncio do Evangelho da paz”. (Manual CF 2000 pág. 22). Assim houve uma proposta de evangelização pautada pela inclusão social, reconhecendo o valor de cada pessoa na sociedade e ao mesmo tempo esta proposta resulta no levantamento de uma esperança que não está longe de tornar-se uma realidade: o anúncio da paz.
A “voz” da Igreja Católica presente no Brasil, especialmente na CF de 2000, assumiu um caráter profético muito importante. O profeta é aquele que fala em nome de outro (no caso da Igreja, em nome de Deus), mas o discurso profético, principalmente no profetismo bíblico, é notadamente marcado pela denúncia do pecado e o anúncio da salvação.

“Quem não sonharia com um novo milênio de paz... Os cristãos, em particular, são chamados a proclamar a esperança radical que vem da confiança no Senhor da História. Há 2.000 anos, a boa notícia da paz se fez carne e habitou entre nós, e os anjos aclamaram “paz na terra”. Jesus foi construtor da paz. Não nos resta proclamar em palavras essa boa nova, ou acusar o pecado do mundo por tudo que vai na contramão do desígnio salvífico de Deus. Temos de ser sinais vivos do amor e da reconciliação, que geram paz, e que Jesus personificou.” (Manual CF: 2000. Pág. 21).

Fica-se claro, por tanto, que a CF de 2000 buscou denunciar verdadeiramente as violações aos direitos humanos ao passo que esta violação fere a dignidade humana, e uma forma concreta de proposta para uma real valorização e inclusão da pessoa humana enquanto tal foi a propagação das mensagens de Jesus, presentes nos Evangelhos e nas experiências comunitárias das primeiras comunidades cristãs.

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