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terça-feira, 17 de junho de 2008

Perguntas sobre a cultura judaica no Antigo Testamento


1. Por que a bíblia diz que os sacerdotes israelitas que contraiam alguma deficiência não podiam mais oferecer sacrifícios? (Lv 21, 21)

O critério fundamental no Antigo Testamento para a eleição de um sacerdote era a pureza e, antes do exílio da babilônia (587), a pertença à tribo de Levi. A concepção de pureza assumia um duplo significado: perfeição física, identificada como retribuição de Deus perante a chamada pureza ritual e isenção de pecados graves. E a descendência da pessoa, sendo considerada legítima quando proveniente de linhagem judaica. No judaísmo bíblico a doença é sempre vista como castigo de Deus perante o pecado e a impureza. Dessa forma percebe-se a forte presença da Teologia da Retribuição, onde Deus é concebido como um Juiz que pune mandando o mal para os que lhe desobedecem, tal visão é quebrada no Novo Testamento principalmente com Jesus e também com São Paulo, que falam da Teologia da Graça, onde Deus ama e perdoa o pecador. E não é por que uma pessoa contraiu uma doença e/ou deficiência física que ela é impura, muito menos se deve pensar que foi Deus quem as mandou, pois de Deus só vêm coisas boas. Isto só vai ser bem esclarecido com Jesus. Assim, mesmo os judeus do Antigo Testamento atribuindo a Deus a rejeição de um sacerdote acometido de determinadas deficiências, sabe-se que este era um pensamento exclusivamente humano e vai ser superado no Novo Testamento. Porém está na bíblia para mostrar a ação educadora de Deus no processo de revelação. Lembre-se: “A bíblia é a palavra do Deus do povo na linguagem do povo de Deus.”

2. Por que no Antigo Testamento, as pessoas que tocavam os cadáveres eram consideradas impuras?

Em determinados momentos da história do povo Israel as pessoas tinham a idéia de que os cadáveres eram matérias impuras e como a forma mais direta de transmissão da impureza era através do toque, quem tocasse um cadáver também se tornava impuro e essa lei também se estendia ao toque de cadáveres de animais impuros: “Se alguém tocar, por inadvertência, uma coisa impura, como o cadáver de um animal impuro, de uma fera ou de um réptil impuro, ficará manchado e culpado.” (Lv 5, 2). Os judeus muitas vezes associavam determinadas características biológicas dos animais à impureza, como o processo de ruminação, alguns que tinham a unha fendida, etc. Isso faz parte da cultura religiosa deles e sendo assim não estamos obrigados a seguir como ensinamento de Deus para nós. Provavelmente estas concepções foram sendo incrementadas no judaísmo por influência das outras religiões. Essa lógica vai ser quebrada no Novo Testamento, basta observar as palavras de São Paulo: “Pois tudo o que Deus criou é bom e nada há de reprovável, quando se usa com ação de graças.” (I Tm 4,4).

3 comentários:

A Roda de Diálogo Permanente disse...

oi Jair, passei por aqui só para conhecer seu blog.
Abraço recifense!!
Jakeline

Anônimo disse...

Bom dia,

Tenho uma dúvida. Quando em II Cronicas 34:14 diz que encontraram no templo o "Livro da Lei" a que livro estão se referindo? A Torá (Pentateuco) ou apenas ao livro de Deuteronomio?

Coisas Judaicas disse...

Não há Ninguém além do Criador
http://www.coisasjudaicas.com/2012/03/nao-ha-ninguem-alem-do-criador.html