Seja bem-vindo

Este é um blog que visa o fortalecimento da sua fé!!!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Um olhar ético sobre o desenvolvimento científico e tecnológico


A Igreja hoje tem buscado refletir cada vez mais sobre o desenvolvimento técnico-científico, que vem se manifestando num ritmo bastante acelerado. O grande problema surge quando cientistas, médicos, técnicos e a população de um modo geral, admitem como legítimas práticas que ferem a dignidade da pessoa humana. O homem e o seu desenvolvimento integral, enquanto pessoa e ser social é que deve ser o grande beneficiado com todos os “avanços” da modernidade. Nesse sentido assim se expressa o Doutrina Social da Igreja:

“A revolução científico-tecnológica que marcou os derradeiros séculos deve ser acompanhada, segundo a doutrina social, de princípios éticos que garantam a dignidade inviolável do ser humano. Este, como já vimos, é o fim de todo e qualquer progresso. A técnica é simplesmente meio e, como tal, deve submeter-se à realização integral da pessoa humana...” (Temas da Doutrina Social da Igreja –CNBB, pág. 33)


Muitos, com concepções meramente tecnicistas sobre o homem, têm colocado excessiva confiança nas produções humanas e chegam até mesmo a negar a ação de Deus. Para estes vale tudo pelo “progresso”, pela “ciência” pela “medicina”. O importante é avançar. E nos vem, a partir daí um questionamento: até que ponto atentar contra a vida de outrem ou à sua dignidade pode ser considerado como avanço? “Nem tudo que é tecnicamente possível é eticamente aceitável.” Toda ciência verdadeira vem de Deus e sendo assim é boa e como Deus quer o bem de todos, ela tem este objetivo específico: promover o bem de todos.
Sabemos que Deus chamou o homem a ser um colaborador com ele, mas tal colaboração só tem sentido na medida em que promove uma vida mais digna para todos. O homem não é maior que Deus, por isso deve reconhecer os seus limites neste processo de colaboração. A engenharia genética pode levar hoje o homem a não reconhecer o seu verdadeiro papel como criatura de Deus. A vida produzida nos laboratórios contradizem a grandeza e a beleza da vida humana gestada no seio da relação familiar. Frei Moser, assistente da CNBB para assuntos de bioética comenta:


“Convenhamos que tudo isto é difícil de ser compreendido e nos deixa realmente confusos. Mais difícil ainda é admitir a possibilidade de se criar vida artificial, com a capacidade de auto- sustentação e reprodução. Sempre ouvimos dizer que só Deus é o Criador de tudo. Será que agora precisamos admitir que o homem também seria capaz de criar algo a partir do nada? Não é bem assim. Em primeiro lugar porque estamos ainda tratando de bactérias, organismos super simples; e no caso em questão estamos falando de uma bactéria chamada mycoplasma genitalium, cujo genoma foi mapeado, estudado e desmontado, para ser recomposto com outras propriedades. Fazendo uma comparação com o mundo da informática se poderia dizer que foi preparado um software (programa) para uma bactéria cumprir uma tarefa específica, mas até aqui ainda não se sabe como ativar este programa. E como observa o professor de engenharia biomédica de Boston, Jim Collins, a ciência ainda está longe de entender o que é a vida e o que a comanda.”


Lembremos das palavras de Jesus: “Eu vim para que TODOS tenham vida e a tenham em abundância.” (Jo 10, 10).

Nenhum comentário: